A rebelião de presos do Presídio São Luís, em Pedrinhas, está
controlada. É o que afirma o comandante da operação na penitenciária,
tenente-coronel Jeferson Teles, em entrevista nesta terça-feira (9) à
Rádio Timbira.
"As negociações, retomadas nesta manhã, estão em andamento. Houve ainda um tumulto entre os presos com ateamento de fogo nos colchões, mas a situação já está inteiramente controlada, inclusive toda a fumaça já foi dissipada. Todas as unidades prisionais estão cercadas pela Polícia Militar, por meio do policiamento ostensivo, e não há nenhuma possibilidade de fuga", garantiu Teles.
A operação conta com grupamentos da Força Nacional e do Batalhão de Choque, Corpo de Bombeiros e duas ambulâncias. "O pelotão enviado pelo Ministério da Justiça está sob prontidão, mas a ação ainda não é necessária", acrescentou Teles.
A governadora Roseana Sarney acompanha, desde as primeiras horas da rebelião, tudo o que vem acontecendo no presídio e pediu empenho máximo às autoridades que estão atuando na tentativa de encerrar a rebelião e tranquilizar a população carcerária, agentes penitenciários e familiares de presos e funcionários do presídio.
Rebelião deixa 13 Mortos e 08 Ônibus queimados
O
repórter Thiago Bastos, de O Estado, conversou ontem (9) com um dos
integrantes do Bonde dos 40 – uma das facções criminosas que comandam o
tráfico de drogas em São Luís -, que relatou, por telefone, o motivo do
motim que terminou com 13 mortos e 26 feridos no Centro de Detenção (veja post abaixo).
Segundo
o detento, a rebelião ocorreu devido ao episódio registrado no dia 1º
de outubro deste ano, quando três presos foram mortos na Penitenciária
de Pedrinhas, após a transferência de 35 presos da Central de Custódia
de Presos de Justiça, do Anil. Os mortos seriam integrantes do Bonde dos
40, que teriam sido executados, na ocasião, por integrantes do grupo
rival Primeiro Comando do Maranhão (PCM). “Nós não podíamos deixar
batido o que fizeram com nossos irmãos. Precisávamos fazer alguma coisa
para vingar a morte dos nossos irmãos”, disse o detento.
Perguntado
se a razão da rebelião teve a ver com a descoberta de um túnel na
Cadet, o preso negou. “Não tem nada a ver com túnel. Fizemos isso aqui
hoje [ontem] porque os caras do PCM são nossos inimigos e tínhamos de
matar eles”, disse.
(Foto: Reprodução/TV Mirante)
Ao
mesmo tempo em que estourava a rebelião em Pedrinhas, membros do mesmo
Bonda dos 40 faziam terror pelo cidade. Pelo menos oito ônibus, em oito
bairros diferentes, foram incendiados pela gangue.
Houve registros na Cohab, no Cohatrac, Monte Castelo, Maracanã, VIla Janaína, Cidade Olímpica, Rio do Meio e São Raimundo.

