
Mata Roma
Em 23 de janeiro de 1896, a cidade de Chapadinha viu nascer um dos seus mais ilustres filhos: José Mata de Oliveira Roma, conhecido como Professor Mata Roma, bacharel em Direito pela antiga Faculdade de Direito do Maranhão, da qual mais tarde, foi professor de Direito Civil. Todo o entendimento humano foi suficiente para conhecer e entender o mínimo desse seu ilimitado mundo e seu significado, de fantasia e transfiguração do espírito e da realidade, de sua importância e de seu talento excepcional.
Nesse ano predominava o Simbolismo, uma escola literária de poetas. Vários de seus integrantes morreram pobres, não tiveram obras publicadas e permaneceram ou permanecem esquecidos até hoje.
O início do Simbolismo não pode ser entendido como o fim da escola anterior, o Realismo, pois no final do século XIX e início do século XX têm-se três tendências que caminham paralelas: Realismo, Simbolismo e pré-Modernismo, com o aparecimento de alguns autores preocupados em denunciar a realidade brasileira. Foi a Semana de Arte Moderna que pôs fim a todas as estéticas anteriores e traçou, de forma definitiva, novos rumos para a literatura do Brasil.
Em toda nossa cultura contemporânea, são poucos os mananciais ricos e puros de idéias em favor do homem e de sua elevação intelectual e moral de toda a sua obra. Mesmo evitando todo e qualquer exagero, não posso deixar de reconhecer que Mata Roma é uma das mais legítimas glórias da nossa literatura; e o é, tanto pelo conteúdo humano de sua obra, quanto pelos relevos artísticos da mesma.
Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante
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